Ponte romana de Muge

Conhecer a ponte romana de muge era um dos planos de uma manhã. Na minha cabeça (e coração) está a ponte romana de silves e pensei que seria tão linda. Continua a ler para descobrir o que aconteceu.

Como chegámos à ponte de Muge: passamos pela ponte D. Luís I com direção a Tapada pela N114 e com o destino final de Almeirim. Quando aqui chegámos seguimos em direção a Muge, pela N118 e fizemos um desvio até à ponte romana.  Saímos da estrada principal, entrámos numa estrada secundária que me meteu um bocado de medo e andámos uns dois minutos até encontrar uns pinos grandes de metal. Estacionámos o carro e lá estava a ponte.

Ao longo do caminho, vimos umas instalações da Quinta da Alorna, campos com vinhas, campos cultivados com cereais e muitos camiões de lá para cá cujo destino penso que seria Lisboa ou o MARL (mercado abastecedor da região de Lisboa).

A ponte romana de Muge fica a norte da localidade de Muge no concelho de Salvaterra de Magos, sobre a ribeira de Muge. Durante séculos esta ponte foi um dos principais pontos de travessia que ligava Muge ao Alentejo e a Santarém.

Durante a ocupação romana, o porto de Sabugueiro era um porto fluvial importante, também devido à proximidade ao rio Tejo, à fertilidade dos solos e à facilidade dos meios de comunicação. Os vestígios encontrados nesta zona revelam que existia aqui uma vila romana com uma grande produção de material cerâmico. Na década de 60 foi encontrado um forno de cerâmica.

É possível que tenha sido restaurada e alterada durante a Idade Média, uma vez que os arcos que apresenta são mais baixos.

Tem um valor histórico enorme, faz parte da memória e identidade patrimonial do concelho de Salvaterra de Magos.  Apesar disso, quando estacionámos, vimos uma pequena ponte pedras e com um enorme matagal à volta. Não estou a exagerar. Eram tantas canas que a ponte ficava minúscula.

O nosso património cultural é aquilo que nos diferencia dos outros locais, países e povos. É preciso cuidar daquilo que é nosso e ajudar as pessoas a valorizar o que é nosso também. Todos os dias.

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